segunda-feira, 31 de maio de 2010

ECOBIO APRESENTA VERSÃO ORGÂNICA DE RAÇÃO HUMANA


O produto vem embalado em alto vácuo, o que garante a ausência de radicais livres e a conservação das propriedades nutracêuticas dos ingredientes.


Segundo a empresa, o produto não tem contra-indicações. Os ingredientes da Ração Humana Orgânica são produzidos nas lavouras da empresa. "A Ecobio planta, beneficia e industrializa seus produtos, atuando em toda a cadeia de produção, com objetivo de manter uma alta qualidade constante. Vendemos para todo o Brasil", afirma Roberto Luiz Salet, diretor presidente da Ecobio.


A Ração Humana Orgânica será lançada durante a Bio Brazil Fair. "A feira sempre foi a melhor vitrine para a Ecobio atingir seus clientes. Nessa edição queremos consolidar a Linha Saúde da Ecobio com o lançamento da ração humana. Estaremos buscando contatos para aumentar as vendas no mercado externo. As exportações ainda são tímidas em relação ao mercado nacional", ressalta Salet.


A Ecobio produz alimentos orgânicos no Brasil desde 1984. Como as certificadoras iniciaram o trabalho mais tarde, a empresa começou com a certificação oficial em 1994.


O planejamento estratégico da Ecobio prevê o lançamento de seis novos produtos somente este ano.


Fonte: Bio Brazil Fair(link para a noticia na página da BioBrazilFair.)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Agricultura Química: benefícios pra quem?

Com o desenvolvimento do conhecimento técnico-científico nossa sociedade foi optando por comsumir produtos cada vez mais dependentes das novas tecnologias. Hoje precisamos classificar de "organicos" quando queremos nos referir a alimentos produzidos sem o uso da tecnologia química, em toda a sua cadeia.

A indústria química do século 20 foi um sucesso retumbante. Uma tecnologia tão poderosa que conquistou mentes, corações e bolsos antes mesmo de se terem respondidas muitas questões sobre a sua segurança para a saúde humana e para o meio ambiente como um todo.

A sociedade foi forçada a consumir em massa produtos(não só alimentos) impregnados de tecnologia química, como se fossem uma nova fruta, saborosa e nutritiva. Hoje, não há alimento no supermercado, fora das prateleiras de orgânicos, que não contenha desde um defensívo agrícola na sua produção até um conservante químico na sua industrialização, sem falar nas emissões de gases e outros efeitos colaterais desse modo de produção.

Estima-se que a indústria química tenha pelo menos 75mil produtos diferentes utilizados em agrotóxicos, alimentos, remédios, plásticos, tintas, papéis, e subprodutos do petróleo. A química permite uma combinação tão fértil que todo ano esta indústria registra pelo menos mil novos produtos no mundo. Diante da falta de alternativas, e de informações, enfiaram-nos guela abaixo substancias químicas que nunca antes haviam habitado o corpo humano. Muitas delas nem estavam presentes na natureza de forma pura.

A pergunta básica é: por que motivo somos obrigados a comer química pura? em outras palavras, esse "alimento" é bom pra quê, ou pra quem? Para a minha saúde não é. com certeza. Ou alguém tem alguma dúvida de que isso não faz bem? Também não é bom para a natureza, está mais do que claro.

Começaram a crescer no mundo as discussões sobre os chamados "disruptores endócrinos". São produtos químicos sintetizados artificialmente e estrogênios naturais produzidos por plantas ou metabólitos de fungos, presentes em champus, detergentes, anticoncepcionais, remédios e outros, amplamente consumidos pela sociedade, que depois de percorrerem os esgotos e lixões dos centros urbanos contaminam o solo e os mananciais, atingem uma cadeia alimentar extensa e provocam doenças nas principais glândulas de homens e animais, inclusive câncer.

Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que uma gama enorme de produtos que consumimos hoje só existem para beneficiar atividades de produção, como combater pragas, aumentar a produtividade, a vida útil antes do consumo, reduzir mão-de-obra, melhorar o "custo-benefício", enfim, vários sinônimos de "aumentar os lucros". Não há vantagens qualitativas para o consumidos. Ninguém vende defensivo agrícola fazendo propaganda de seus efeitos sobre as qualidades nutritivas dos alimentos.

Então por que comemos esses produtos? Na verdade caímos nessa armadilha aos poucos, fomos iludidos, usaram muito bem a propaganda, esconderam, omitiram e até mentiram, para fazer parecer que a indústria química, como ela é explorada hoje, é completamente inofensiva. Os desastres já foram muitos até agora: com o metil-mercurio, a talidomida, o dietilestibestrol, o DDT, o PCB e outras sopas de letrinhas, além de tragédias como em Cubatão, na Índia e por aí vai. O balanço de custo-benefício dessa indústria para o mundo já está no vermelho há muito tempo. Mesmo assim, continuamos acreditando nesse modo de produção ganancioso e enganador.

Mas, se entramos nessa onda por falta de alternativas, ou enganados, agora não temos mais desculpa. Sabemos de todas as suas malezas. E, além disso, já é possivel imaginar uma agricultura orgânica em larga escala com inúmeras vantagens sobre agricultura química convencional, entre elas, talvez a mais importante, a sua capacidade de a geração de empregos. Da mesma forma as outras atividades orgânicas como a pecuária, a pscicultura, a criação de frangos, suínos e a florestal.

A produção orgânica não é uma atividade simples e fácil de ser desenvolvida como a princípio se pressupõe. Ela também exige conhecimento e tecnologia, além da mão de obra mais intensiva. No contexto de uma economia verde, talvez seja uma das atividades que tem maior potencial de geração de renda. E, se praticada em escala, tem condições de reduzor significativamente seus custos, barateando seu preço final.

Uma pesquisa feita pela Market Analysis revela que cerca de 17% dos consumidores urbanos brasileiros ja optaram pelos produtos orgânicos, embora o mercado ainda seja abastecido por apenas 2% do total de produtores agrícolas do país. Ou seja, a demanda por esse tipo de alimento já é alta e vem crescendo rapidamente. São mais de 3,5 milhões de brasileiros consumindo produtos orgânicos entre uma e cinco vezes por semana. segundo a pesquisa, realizada nas nove principais capitais do país, na faixa etária entre 18 a 69 ano. Só em São Paulo são mais de um milhão de consumidores, número expressivo, considerada a faixa etária.

A produção de orgânicos tem-se tornado um negócio tão atraente que conquistou rapidamente as redes de supermercados. O diretor da pesquisa da Market Analysis, Fabian Echegaray, diz que a venda desse tipo de produto deixou de ser exclusiva das feiras ecológicas, de rua, ou de lojas especializadas, e ganhou as prateleiras das grandes redes de supermercado. Segundo a pesquisa, 77% dos entrevistados adquirem produtos organicos nos supermercados.

A agricultura orgânica é uma das atividades econômicamente em alta, atualmente, que tem o maior potencial para atender necessidades específicas e urgentes dos paises pobres e emergentes, onde uma grande parcela da produção rural é desprovida de recursos econômicos e tecnológicos para desenvolver uma agricultura química e mecanizada.

No caso do Brasil, calcula-se que através de politicas públicas apropriadas seria possivel absorver nessa modalidade de produção 70% os agricultores familiares hoje excluídos da agricultura químmica. Bastaria vontade politica e investimentos especialmente no treinamento dessa população nos principio agricultura orgânica, que aborda a propriedade como um orgasmo.

sábado, 10 de abril de 2010

Vida longa ao mercado de carbono

Existem alguns temas que caem no gosto da sociedade e passam a ocupar muito espaço nos cenários de comunicação. O aquecimento global é um deles. Aliás, é o tema ambiental que mais mobiliza as atenções no momento. E isto é muito bom. O termo "aquecimento global" retorna 798.000 hits no Google, enquanto "efeito estufa" tem 593.000 hits de presença na internet. Protocolo de Kioto, com "i" tem 654.000 hits e Protocolo de Kioto, com "y" tem outros 852.000. Isto apenas em sites em português. Se a mesma busca for realizada em inglês certamente os números serão astronômicos.

No Brasil a febre atingiu os principais meios de comunicação, a ponto de o tema ser tratado em uma série de reportagens no principal informativo semanal da TV Globo, o Fantástico. E isto para falar somente dos líderes de audiência, porque, em verdade, os temas Efeito Estufa, Protocolo de Kyoto, Crédito de Carbono e outros correlatos tornaram-se corriqueiros nas conversas do dia a dia. Surgem especialistas e consultores de todas as partes, sites, reportagens, propostas de inventário de emissões de carvono, cálculos para a neutralização das emissões e outros modelos de pequenos e grandes negócios.

É bom que na sociedade tenha a percepção de que as emissões de dióxido de carbono na atmosfera estão causando o aquecimento global, que isto, como explica o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, vai levar a grandes catástrofes mundiais, seja no mundo desenvolvido ou nos paises mais pobres. Em seu filme "uma verdade inconveniente", Gore aponta números bastante convincentes para provar que o aquecimento gloval é uma realidade, alerta para a necessidade de adoção de política públicas globais de redução de emissões de carbono na atmosfera e mostra algumas alternativas para o desenvolvimento econômico mais limpo.

Mas este saber social sobre o efeito estupa pode realmente mudar hábitos? Mais, pode fazer com que os acionistas e consumidores tenham uma visão de longo prazo e busquem no presente alternativas sustentáveis? Esta é uma questão que ainda está no ar. Algumas empresas estão embarcando na realização de seus inventários de emissões de carbono completamente às cegas, sem compreender exatamente o que poderão fazer com os resultados. Outras, no entanto, não se preocupam muito com a precisão da medição de suas emissões, desde que possam usar isso para a construção de uma imagem politicamente correta diante de um público cada vez mais sensível às cenas de furacões e grandes blocos de gelo se destacando das calotas polares da Terra.

Este cenário de misrério, onde a ciência assume ares de alquimia, oferece muitas oportunidades para a manipulação de dados e informalções, fazendo oscilar as certezas ao bel ptrazer dos objetivos de quem está com a palavra. É justamente este o jogo de cena que está sendo feito pelo governo dos Estados Unidos, que aproveita os dados que lhe interessam e descarta o que lhe pode ser inconveniente em suas justificativas para não assumir compromissos de redução de emissões no bojo do Protocolo de Kyoto, que foi ratificado em março de 1999 por 23 países, dentre eles o Brasil, e busca alternativas que reduzam a quantidade degases poluentes, em relação aos níveis de 1990, em pelo menos 5,2% até 2012. Isto significa que os países signatários terão que colocar em prática planos para reduzir sua emissão já a partir de 2008.

A moda agora é fazer algo mais reluzente e menos efetivo, a neutralização das emissões de carbono através do plantio de árvores e outras ações que se enquadrem na alínea de "seqüestro de carbono". O marketing resultante destas ações movimenta muitos recursos em comunicação, com resultados pouco significativos em termos de redução real das emissões de carvono na atmosfera. Para se obter resultados relevantes são necessários compromissos mais estruturados e o ingresso consciente em um mercado que se convencionou chamar de "crédito de carbono". Este é até o momento o único caminho capaz de criar um equilíbrio global das emissões de carbono através da transferência de direitos de emissão e de neutralização de fato de emissões via seqüestro de carbono em quatidades industriais.

O Brasil tem no mercado de carbono um cenário de oportunidades e desafio. É tido como um dos países de maior potencial na emissão de certificados de seqüestro de carbono passíveis de negociação no mercado internacional. No entanto ainda não tem organizações realmente estruturadas para obter o maximo desta oportunidade global. Por outro lado, não tem , até 2012,nenhum compromisso formal de redução de suas próprias emissões de dióxido de carbono. Assim como também não têm nossos paradigmas comerciais, a China e a Índia. Portanto, as empresas que atuam em terras brasileiras não deveriam, em tese, ter preocupações em relação às suas emissões. Esta é uma tese, no entanto, que não merece receber muitas fichas em uma aposta real.

As emissões de carbono brasileiras estão divididas entre queima de combustíveis seja para atividades industriais, de transportes ou de geração de enerfia, e uma grande parcela, a maior, da queima de matéria orgânica resultado de desmatamentos florestais, principalmente na Amazônia. Novamente em tese seria fácil ao Brasil reduzir suas emissões de carbono simplesmente parando de devastar as florestas. Este seria o melhor dos mundos. No entanto, não será bem assim. Os paises signatários do Protocolo de Kyoto não estão dispostos a deixar que o Brasil ganho créditos simplesmente deixando de fazer algo que ele não deveria estar fazendo. Ou seja, Parar de desmatar é uma obrigação brasileira e nada tem a ver com as metas de redução de emissão. Isto terá de ser feito com um aperto sério nas empresas.

Este é o ponto de maior controvérsia para os negociadores brasileiros nas conferências de clima nas Nações Unidas. O quanto vale para desmatar? É melhor as empresas partirem do princípio de que não vale nada, e que os medidores virão para suas chaminés. Portanto, devem se preparar desde já para um cenário de grande probabilidade em 2o12, o de terem de efetuar de fato reduções em suas emissões ou ir atrás de certificados de carbono para compensar seus excessos. Dos três países em desenvolvimento mais na mira dos atuais subscritores do Protocolo de Kyoto, o Brasil é o que mais tem a ganhar com a redução de emissões, uma vez que está mais bem estruturado em termos de biocombustíveis e tem melhor capacidade de entrar como grande player no mercado de crédito de carbono.

Índia e China baseiam seu crescimento econônimo na queima de combustíveis fósseis, seja carvão ou petróleo. Nenhuma dos dois países tem a capacidade de alterar drasticamente sua matris energética de forma a manter os níveis de crescimento econômico desde início do século XXI em um cenário de obrigatoriedade de reduções de suas emissões. A compreensão desta limitação de duas economias que mais crescem atualmente pode oferecer ao Brasil e às empresas que atuam aqui importantes vantagens competitivas.

Uma das primeiras coisas a se ter em mente é que será vantajoso para o Brasil assumir metas de redução das emissões de carbono a partir de 2012 e, assim, pressionar China e Índia a também projetarem suas reduções. Neste cenário o Brasil tem mais capacidade de ação a partir de um mercado estruturado de emissão de certificados de crédito de carbono e da utilização de tecnologias limpas. Como vantagem adicional está a decisão da Comissão Européia em reduzir em 20% suas emissões de carbono em relação aos valores de 1990. Um número que pode ser ampliado para 30% caso os Estados Unidos mudem sua posição de ignorar a existência das mudanças climáticas.

As empresas brasileiras que estão realizando os seus inventários de emissões de carbono de forma séria, referendada por organizações e profissionais capacitados, estarão um passo à frente na avaliação de suas ações no novo e possível cenário de restrições das emissões. Saber com antecipação qual é sua posição e poder planejar com calma as ações de compensação pode ser a diferenã entre continuar a crescer ou ter de botar o pé no freio das oportunidades de negócios para o Brasil, na medida em que algumas das grandes empresas européias estão presentes aqui e poderão transferir suas linhas de produtos que ficarem inviáveis na Europa para o Brasil. Isto se o páís estiver preparado para compensar o aumento em suas emissões de CO2.

Ganharão as empresas que conseguirem estabelecer uma fronteira clara entre a reputação de suas ações de caráter socioambiental e, em especial, de competência e qualidade em seus inventãrios de emissões de carbono, e as múltiplas facetas do marketing ambiental que está se estabelecendo através de ações meramente de comunicação. O valor da reputação é o que efetivamente tem o reconhecimento de acionistas e consumidores, sejam pessoas físicas ou as grandes trades responsáveis pelo comércio global, que estarão cada vez mais pressionadas impor critérios ambientais a seus fornecedores.

Por isso é importante que a moda pegue. E mesmo as empresas que estão apostando apenas no marketing acabam por contribuir para mostrar o valor da sustentabilidade e da consistência das ações das empresas comprometidas com resoltados em um mercado que acabou de nascer, mas que certamente terá vida longa.

Por Adalberto Wodianer Marcondes (Diretor responsável da Envolverde)
Fonte: Evolverde

terça-feira, 6 de abril de 2010

Alimentos Orgânicos em alta

De acordo com a pesquisa da Market Analysis, 17,3% dos brasileiros que residem em grandes cidades se dizem consumidores regulares de progutos orgânicos. Pela primeira vez o tema foi incluido no levantamento anual sobre sustentabilidade ambiental e social, realizado pelo instituto desde 2001.

O diretor da Market Analysis, Fabián Echegaray, diz que o resultado ficou acima do imaginado. "Foi uma surpresa porque sempre se acreditou que se tratava de um nicho", comenta. O resultado da pesquisa mostra que já muito mais disposição de comprar esse tipo de produto por parte do consumidor do que se imaginava. "Existe espaço para este mercado crescer e deixar de ser nicho", avalia.

A pesquisa da Market Analysis não teve questões relacionadas a preço, ponto delicado quando se trata de orgânicos, mas levantamentos anteriores indicam que os consumidores estão dispostos a pagar um pouco mais por produtos que apresentem algum benefício em relação à sustentabilidade. A pesquisa ouviu 802 pessoas entre 18 e 69 anos residentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia e Brasília.

Fonte: Valor Econômico/ Equipe Malagueta

sábado, 20 de março de 2010

Produtos orgânicos em expansão na Espanha

Com um aumento de 33% nas áreas cultivadas de forma orgânica em 2008 (em comparação com 2007) em com 16% do número de operadores que vendem produtos orgânicos, a Espanha é hoje o líder na produção de orgânicos na Europa - segundo a Organic market.info.

Na Europa, o manejo orgânico total da terra é de cerca de 1,3 milhões de hectares. de 2004 a 2008 a área orgânica plantada aumentou 80%, e o numero de agricultores orgânicos aumentou 33%.

Andaluzia é a principal região da Espanha produtora de orgânicos, com uma quota de 60% das terras plantadas no total (mais de 780.000 hectares): as áreas de plantiu orgânico parecem ter crescido 13% em 2009 - de acordo com Ecoalimenta.com. No entanto Castilla-la Mancha, registrou em 2008 o maior crescimento de área planada de forma orgânica, com 147%, e agora é a segunda maior região orgânica do país, com quase 120.000 hectares.

Em 2007, o mercado de alimentos orgânicos espanhol valia 200 milhões de euros, segundo relatórios da Organic market.info, com o gasto anual per capita em alimentos orgânicos de cerca de 8 euros em 2006.

Em 2008, existia mais de 23.000 empresas com certificados orgânicos, um aumento de 16% sobre o ano anterior, com mais de 21.000 produtores, 2.168 processadores e comerciantes, 81 importadores e 380 empresas comerciais, como atacadistas, detentores de armazenamento e distribuidores.

Catalunha, com 441 produtores, tem 120 empresas distribuidoras dos 380 listados nas estatísticas oficiais. Andaluzia, com cerca de 400 processadores, tem a maioria dos produtores de azeite no país. Andaluzia é também líder no processamento e embalagem das frutas e legumes.

Greenplanet.net / Mundo orgânico

segunda-feira, 8 de março de 2010

Chefs de cozinha afirmam que pratos ficam mais saborosos

São Paulo - O sabor e o aroma mais acentuado também são pontos que diferenciam o alimento orgânico do convencional, garante Renato Caleffi, chef de um restaurante paulistano especializado nesse tipo de culinária. "Em termos de produto final, sensorial, o orgânico tem muito mais sabor, muito mais aroma, mais cor e um peso maior, inclusive, do que o convencional.

Ricardo Andrade, que comanda a cozinha de um restaurante em Gonçalvez, no sul de Minas Gerais, observa que o alimento orgânico e "melhorzinho e tem sabor mais forte". Especializado em culinária mineira, o restaurante de andrade usa apenas produto orgânicos na preparação dos pratos. "Cozinha moderna com um toque caipira", define o lema da casa.

A versatilidade dos alimentos produzidos sem aditivos quimicos é outra vantagem apontada pelo chef Renato Caleffi. Ele ressalta, porém, que tais produtos tanto pode ser "destruídos", quando passam por exempli por um processo de fritura, quanto valorizados, em receitas que realçam em seu sabor natural.

Ele aponta ainda a confusão feita pelos que relacionam alimentação orgânica com alimentação vegetariana e outras similares. São coisas diferentes, explica Caleffi, lembrando que existem carne, ovos, laticínios e até bebidas alcoólicas orgânicas.

Quanto ao preço, Caleffi recomenda que não se pénse no fato de o orgânico custar mais, mas no pouco valor do convencional. "O raciocínio não é que o alimento orgânico seja mais caro, o convencional que é muito barato, só que ele causa maleficios". Ele procura combinar ingredientes mais baratos com outros mais caros para oferecer preços mais em conta. Produtos de origem animal, como carnes e laticínios, por exemplo, são os mais caros.

Daniel Mello

Portal Orgânico

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Orgânicos e Saúde. Você ainda tem alguma dúvida? - Parte III

Os antibióticos são amplamente utilizados para garantir a saúde dos frangos criados em confinamento e para prevenir possíveis contaminações. A partir da década de 80, sabe-se que muitas cepas bacterianas vêm se tornando resistentes aos antibióticos e desde a década de 40, a vida útil desses medicamentos passou de 45 para 15 anos. O uso contínuo desses medicamentos promotores de crescimento aumenta o pool de genes de resistência na natureza e essa resistência pode ser trasmitida para os seres humanos. Casos epidêmicos de inflamação do trato urinário pela bactéria E.coli em mulheres são relacionados à resistencia aos antibióticos.

Devido a recorrentes boletins de denúncia sobre a toxicidade e os efeitos adversos dos aditivos, a FDA(Food and Drugs Administrario) estabeleceu, em 1985, o Adverse Reaction Monitoring System (ARMS), um sistema de monitoramento para melhor acompanhar os efeitos aditivos e receber as queixas de sintomas diversos consumidores nos Estados Unidos. A grande maioria das queixas recebidas pelo ARMS diz respeito ao uso do aspartame, dos sulfitos, do glutamato monossódico, dos nitratos e de alguns corantes como o carmim.

Aditivos como os nitratos, utilizados nas carnes congeladas para manter a cor, provocam náuseas e irritação gástrica, além de esconder a putrefação das carnes. Os nitratos convertem-se em nitrosaminas, substâncias de comprovada ação cancerígena. Os sulfitos são utilizados para manter o frescor das frutas e verduras in natura e evitam a descoloração e a fermentação das frutas secas e do vinho. Os sulfitos, considerados seguros até o nicio dos anos 80, foram identificados por pesquisas das FDA como agentes na etiologia de reações alérgicas e de morte entre pacientes asmáticos. Em 1995, o Congresso Americano forçou o FDA a banir os sulfitos das frutas e verduras in natura, mas seu uso continua liberado em batatas, frutas secas e vinho. O BHT e o BHA são substâncias químicas com ação antioxidante, adicionadas aos óleos e aos alimentos gordurosos para prevenir a rancificação dos mesmos.O benzopireno é outro potente agente carcinogênico, utilizado na defumação artificial de carnes, peixes, presuntos e embutidos em geral. A Agência Internacional em Pesquisa de Câncer, ligada a Organização Mundial da Saúde, listou essas substancias como potentes carcinogênicas para os reres humanos.

Corante azul brilhante, a tartazina, usada em balas, e o coante amarelo podem causar sintomas divesos que vão desde irritabilidade e hiperatividade em crianças até irritações gástricas e tumores malignos em cobaias. O corante conhecido como carmim, extraido de um inseto, pode causar reações alérgicas, além de choque anafilático em pacientes hipersensíveis.

O glutamato monossódico contém um isômero sintético, o ácido glutâmico, também encontrado de forma natural, não tóxica, em carnes, nop shoyo e no misso, concedento-lhes sabor característico. este aditivo vem sendo associados a prejuízos neurológicos em crianças, além de mal de Alzheimer e Parkinson em adultos. Estudos em animais associam o glutamato a lesão cerebral, obesidade e degeneração da retina.

Experiências em laboratório ja mostraram que o ciclamato, o aspartame e a sacarina, usados em podutos light, causa câncer em cobaias, Nos seres humanos, a relação câncer e adoçantes é muito difícil de se estabelecer devido à multiplicidade de fatores envolvidos na etiologia da doença e Pa dificuldade de se precisar a ação cumulativa das substancias cancerígenas. Pesquisadores da Utah University alertam que níveis baixos de aspartame induzem a mudanças adversas nas glândulas pituitárias de camundongos.

A irradiação, método de pasteurização fria proibido nos alimentos orgânicos, destrói vitaminas - até 90% da vitamina A na carne de frango, 86% da vitamina B em aveia, e 70% da vitamina C em sucos de fruta. As proteínas são desnaturadas, as vitaminas A, B12, C, E e K sofrem alterações semelhantes às do processo térmico, as gorduras tendem a rancificação pela destruição dos antioxidantes e ocorre a modificação das características organolépticas. Além disso, a irradiação cria novas substancias quimicas em carnes, conhecidas como "produtos radiolíticos" - o benzeno e o formaldeído - de ação carcinogênica.


Dra. Elaine de Azevedo
Equipe Portal Orgânico