quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Estudo prova que três milhos da Monsanto são prejudiciais à saúde
"Provamos pela primeira vez ao mundo que estes OGMs (organismos geneticamente modificados) não são saudáveis, nem suficientemente corretos para serem comercializados. (...) Os três OGMs causam problemas nos rins e no fígado, que são os principais órgãos a reagir quando há intoxicação alimentar química", declarou Gilles-Eric Séralini, especialista membro da Comissão para a Reavaliação das Biotecnologias, criada em 2008 pela União Europeia (UE).
Professores universitários de Caen e Rouen e pesquisadores do Criigen se basearam nos relatórios fornecidos pela Monsanto às autoridades de saúde para obter a autorização para comercializar o produto, mas suas conclusões são diferentes das da multinacional depois de novos cálculos estatísticos.
Segundo Séralini, as autoridades de saúde se baseiam na leitura das conclusões apresentadas pela Monsanto e não no conjunto dos números. Os pesquisadores conseguiram a íntegra dos documentos da Monsanto depois de uma decisão judicial.
"Os testes da Monsanto, feitos em noventa dias, não são suficientemente longos para comprovar se os OGMs provocam ou não doenças crônicas. Por isso pedimos testes de pelo menos dois anos", explicou um pesquisador. Os cientistas pedem, em conseqüência, a "proibição enérgica" da importação e do cultivo desses OGMs nos países da União Europeia.
Vários países da Europa já proibiram a produção e importação de OGMs autorizadas pela União Europeia:
Alemanha (milho Mon810, da Monsanto)
Áustria (milho Mon810 e 863, da Monsanto; milho Bt-176, da Syngenta, e 25, da Bayer; e colza GT73, MS8Rf3)
França (milho Mon810, da Monsanto)
Hungria (milho Mon810, da Monsanto)
Grécia (colza Topas 19/2, da Bayer, e milho Mon810, da Monsanto)
*Luxemburgo (milho Bt-176, da Syngenta, e Mon810, da Monsanto)
Os três OGMs (MON810, MON863 e NK603) "são aprovados para consumo animal e humano na União Europeia e nos Estados Unidos" sobretudo, esclarece Séralini. "Na União Europeia, só o MON810 é cultivado em alguns países, sobretudo na Espanha, os outros são importados", acrescenta. Uma reunião dos ministros da União Europeia está prevista para esta segunda-feira (14), com o objetivo de avaliar o MON810 e o NK603.
Segundo a secretária para a Ecologia da França, Nathalie Kosciusko-Morizet, os lóbis das multinacionais dos transgênicos são muito fortes na União Europeia, e influenciam na redação das diretrizes do organismo, que valem para os 27 países da UE. "É um problema com o qual nos confrontamos, pois as diretrizes deixam pouca margem de manobra para cada país da Europa", afirma.
Fonte:Le Monde
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
MARCOS PALMEIRA DEFENDE AGRICULTURA ORGÂNICA EM TERESÓPOLIS
Segundo o site O Dia Online, o ator Marcos Palmeira, que interpretava o personagem Gustavo na novela "Cama de Gato", da TV Globo, e também proprietário da fazenda Vale das Palmeiras, em Teresópolis, mobilizou a população local no mês de janeiro sobre questões ambientais e a importancia da agricultura organica. Ele fez uma palestra dentro do projeto "A Mata Atlântica é aqui!", uma exposição itinerante que desperta o interesse da população sobre as causas ambientais, e esteve na cidade de 13 a 17 de janeiro.
Marcos Palmeiras disse ao público que Teresópolis tem grande potencial de cidade verde, por estar dentro da Mata Atlântica, com uma enorme área de produção de alimentos. "Estou vestindo a camisa 'Teresópolis Recicla' e percebo que a cidade está entrando num futuro melhor. O prefeito Jorge Mario é Médico, tem conhecimento sobre saúde, e meio ambiente é saúde, é a nossa vida e a vida do planeta". E o ator assumiu um compromisso, "Eu me sinto mais próximo de fazer alguma coisa concreta pela cidade agora do que antes", apostou o ator.
Em sua palestra, o protagonista de 'Cama de Gato' explicou que a cultura orgânica é sustentável porque a terra produz cada vez mais naquele mesmo espaço. "Parte do princípio de que não existe praga, existe desequilíbrio. A formiga é parceira, e não inimiga, pois mostra qual planeta está doente. Esse tipo de informação que a gente precisa fazer com que chegue aos produtores, para que o agrotóxico passe a ser utilizado cada vez menos. Quero fazer parte de uma rede para ampliar a produção de orgânico e f azer com o que os agricultores saiam da mão do atravessador", explicou.
Marcos Palmeira garantiu que a fazenda Vale das Palmeiras, localizada em Venda Nova, está aberta a todos os produtores que se interessarem pela agricultura orgânica. "Além do brócolis, esse agricultor pode produzir outros vegetais e frutas. O custo de produção é um pouco mais alto, mas o preço também é mais justo. Posso ser parceiro para colocar os produtos no mercado; a fazenda dá essa consultoria. Queremos qualidade de vida para quem produz e para quem consome", completou.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Ecobio estará presente na BioFach 2010
Que será realizada na Transamerica Expo Center em São Paulo, Brasil.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Beth Goulart e alimentação orgânica
É adepta da alimentação natural e não abre mão de legumes e verduras orgânicas no cardápio de casa. Por esta razão, costuma almoçar nos badalados O Celeiro e Gula Gula, conhecidos por servir alimentos orgânicos e pratos mais saudáveis.
Em uma visita ao Universo Orgânico - misto de restaurante, casa de sucos e mercado - conheceu a pesquisa com sementes germinadas e o suco de luz. E até ensinou a receita no programa Estrelas, da apresentadora Angélica. Em entrevista a Cyber Cook, Beth relata um pouco dessa sua paixão pela culinária saudável recheada de sabores.
Cyber Cook: Qual foi a principal razão para abolir a carne vermelha do cardápio?
Beth Goulart: Na verdade sempre tive uma digestão muito "preguiçosa". A carne demora muito para ser digerida no organismo e isso me fazia mal.
Cyber Cook: Mas podemos dizer que você é semivegetariana, pois ainda consome, às vezes peixes e aves, certo?
Beth Goulart: Frango e peixe entram no cardápio. Mas aos poucos quero tirá-los também. Uso bastante soja, feijão, legumes e verguras. Com o passar dos anos também descobri os benefícios da alimentação orgânica. Tem uma pessoa que faz o serviço de entrega sempre com produtos frescos e de ótima qualidade. Adoro abobrinha à milanesa e lasanha de abobrinha!
Cyber Cook: Você também prefere não cozinhar os alimentos. Até explicou como se faz o famoso "suco de luz do sol", no programa Estrelas. Quando começou a se interessar pelo assunto?
Beth Goulart: Costumo freqüentar bastante Universo Orgânico(Leblon). Lá o suco virou mania. Fiquei sabendo que ele é feito com sementes germinadas. Encontrei mais informações sobre isso com a Ana Branco, da PUC do Rio de Janeiro. A professora afirma que é necessário recuperar a vida de sementes e grãos produzidos em um solo ácido. Por isso devem ser molhados para deixá-los mais alcalinos e, conseqüentemente, ampliar seu valor nutritivo. Ela trabalha com o conceito do "biochip", ou seja, as sementes ou hortaliças são organismos que tem informações armazenadas.
Cyber Cook: Costuma ir ao supermercado ou à feira?
Beth Goulart: Não tenho muita paciência(risos), mas adoro escolher temperinhos frescos. E o charme da cozinha. Por isso aprecio muito a cozinha indiana. E não pode faltar a energia de cada um na hora do preparo. Mamãe sempre dizia para cozinhar com muito amor.
Cyber Cook: E quando está em casa, o que gosta de preparar para os amigos ou para seu filho?
Beth Goulart: As vezes uma boa massa e risotos. Não costumo cozinhar muito, mas acho muito bonito esse ritual da cozinha. Desde cortar os alimentos até o cozimento. Sentir o cheirinho de coisa gostosa é muito bom!
Às vezes, faço um mix de tudo que está na geladeira.
Cyber Cook: Além do Universo Orgânico, que outros restaurantes gosta de freqüentar?
Beth Goulart: Gula Gula e Celeiro. Os dois têm uma proposta muito boa de culinária saudável: receitas leves, criativas e muito gostosas.
Cyber Cook: Quais sabores fazem parte da sua vida?
Beth Goulart: O "Macarrão pra depois" é a receita da família, mas nunca me esqueço dos cozidos que mamãe fazia. Lembrei agora de um episódio muito engraçado que aconteceu na Páscoa com a bacalhoada: Depois de prepará-lo com todo carinho e capricho, mamãe acabou tropeçando no momento em que levou a travessa para a mesa. Foi muito engraçado (risos). Ah, também não posso esquecer do Ceviche que comi em uma viagem ao Peru. Delicioso!
Fonte: Cyber Cook.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O mercado de orgânicos representa uma tendência mundial
O objetivo da iniciativa é o de promover os produtos orgânicos nacionais no mercado internacional. E uma das melhores maneiras de se fazer comércio internacional com os orgânicos é participando de feiras especializadas. Nesse sentido, é importante ressaltar que a maior e mais importante delas, a BioFach, acontecerá na Alemanha e contará com a participação das empresas associadas ao Organics Brasil. Para Claus Rätting, Membro do Conselho de Administração da NürbergMesse, uma das maiores organizadoras de eventos de negócios no mundo, "a grande tendência dos últimos anos é, certamente, a importância crescente do valor ecológico, social e econômico acrescentado aos produtos.
Com relação as novidades, as maiores tendências são os vinhos e cosméticos naturais que já na edição de 2009 da BioFach foram recebidos com entusiasmo pelos visitantes". A Beraca, empresa nacional que fornece, por meio de sua divisão Health & Personal Care, matérias primas como o buriti, a copaíba, a andiroba e o açaí para quase 40 países, sabe bem o poder dos cosméticos orgânicos. Segundo Felipe Sabará, diretor de Negócios da organização, em 2010 a divisão HPC deverá ser a responsável por metade do faturamento da empresa. Mas nem só de negócios é feita a BioFach.
"A exposição tem uma importância política e social para o desenvolvimento do setor orgânico, questões que ultrapassam em muito a importancia dos negócios concretizados imediatamente", afirma Rätting. Por isso, os expositores trabalham de maneira que os produtos orgânicos atendam ao conceito de sustentabilidade, ou seja, sejam viáveis tanto economicamente como ambiental e socialmente.
Fonte: Clickaventura.com.br Mundo orgânico
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Cresce a demanda por produtos orgânicos nas redes de supermercados e delicatessens
A pesquisa da Newcastle University, na Grã-Bretanha, concluída em 2008, indica que legumes e frutas orgânicos contêm até 40% mais antioxidantes - substâncias que, acredita-se, ajudam a combater câncer e problemas cardíacos - do que seus equivalentes não orgânicos e trazem mais benefícios à saúde por não possuirem pesticidas, que prejudicam também o meio ambiente.
O leite orgânico, por exemplo, pode conter entre 50% e 80% mais antioxidantes do que o leite normal. Trigo, tomate, batata, repolho, cebola e alface orgânicos contem entre 20% e 40% mais nutrientes do que seus equivalentes não-orgânicos, de acordo com a pesquisa. Os resultados também garantem que os orgânicos contêm menos ácidos graxos trans, considerados nocivos à saúde. "A preocupação com o bem estar tem aumentado muito nos últimos anos a demanda por orgânicos nas lojas da Perini", destaca Cristiano Almeida, responsável pelo setor de hortifrutigranjeiros de todas as lojas da rede de delicatessens.
Na Perini, é possível encontrar orgânicos como folhagens, verduras, legumes, algumas frutas, chocolates, açúcar, arroz, chá e cafés. Segundo a nutricionista Izabela Soares, gerente do setor de garantia de qualidade da Perini, os alimentos orgânicos têm um valor nutritivo maior. "É uma garantia de qualidade e, sem dúvida, os alimentos naturais são melhores para a saúde".
Entenda o que é um produto Orgânico
Todo alimento orgânico é muito mais que um produto sem agrotóxicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais como água, plantas, animais e insetos, conservando-os a longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos. Deste modo, para se obter um alimento verdadeiramente orgânico é necessário administrar conhecimentos de diversas ciências para que o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, possa ofertar ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta como um todo.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Substância Tartrazina, utilizada em alimentos, pode provocar reações alérgicas como a asma brônquica
A sentença foi proferida pelo juiz federal Ricardo Geraldo Rezende Silveira, da 5° Vara Federal de São Paulo, que considera fundamental que o ato normativo seja editado para que haja uniformidade na regulamentação das questões relativas aos alimentos, sobretudo no que concerne à origem dos atos e mesmo para efeito de fiscalização.
O Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, funfamentou-se no direito do consumidor em ter informações precisas sobre os produtos postos em circulação, sobretudo quando eles contenham substâncias que possa ser nociva à saúde, como no caso do corante Tartrazina.
Para a Anvisa, a menção da substância no rótulo dos alimentos é suficiente. Mas para o juiz a simples advertência de que na composição do produto está incluído o corante não cumpre o que a Constituição determina nem o que determina o Código de Defesa do Consumidor.
Fonte: O Estadi de São Paulo, por Solange Spigliatti
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Governo dos EUA investe na agricultura Orgânica
"A agricultura orgânica é um dos segmentos de maior crescimento para a agricultura americana - dise Kathleen Merrigan, responsável pelo setor agrícola no governo dos EUA - o USDA e o Congresso estão interessados em apoiar o seu desenvolvimento através de estratégias específicas e integração da investigação e educação." O mercado está experimentando um crescimento na demanda que excede os processos de apoio.
Embora as culturas certificadas desde 1997 duplicaram o volume de negócios, na indústria de alimentos orgânicos é registrado um aumento cinco vezes maior, passando de 3,6 bilhões de dólares até 24,6 bilhões, de acordo com pesquisas do USDA.
O setor de orgânicos é agora responsável por 3% das vendas de alimentos e "com um crescimento lento mas constante" está prevista para ir até 19 pontos percentuais até 2013. No mês passado, o USDA previu uma doação de U$1.666.000 em auxilio dos EUA para o Organic Trade Association e para 30 universidades que podem empregar estes fundos especiais.
Fonte. Greenplanet.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Para Idec, sociedade continua vulnerável a agrotóxicos
São Paulo = Líder mundial no consumo de agrotóxicos, o Brasil leva para a mesa alimentos de qualidade incerta, com potencial para casos de intoxicação e doenças provocadas por este tipo de substâncias. Para Adriana Charoux, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a sociedade está muito vulnerável neste sentido.
Há fiscalização, mas não em quantidade suficiente para banir o uso inadequado de substâncias amplamente difundidas na cultura agrícola brasileira. Os rótulos de produtos nem sempre informam com clareza quais substâncias foram aplicadas no cultivo dos alimentos. Resta perguntar, questionar, cobrar por informações. Pelo menos enquanto não houver uma legislação específica a respeito da rotulagem em relação a agrotóxicos.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram gastos R$ 30 milhões com importação desses produtos. Para Adriana, a questão é antiga, mas que ficou em segundo plano por conta do debate dos transgênicos. O próprio monitoramento do uso desses insumos para um conjunto amplo de substâncias é algo recente.
"O consumidor está muito vulnerável, completamente ameaçado em termos de segurança", analista. "Não há ainda instrumentos específicos que garantam que o produto não esteja contaminado nem vai colocar em risco a saúde e o meio ambiente - com contaminação de lençóis freáticos e de lavouras que não usam agrotóxicos", discute.
Ela defende que a Anvisa deve ter garantido o papel toxicológico. Esse caráter chegou a ser questionado nos últimos anos, a ponto de ter sido proibida pela Justiça, em ação movida por sindicatos patronais de produtores de defensivos agrícolas.
Além da agência, o Ministério da Agricultura também faz o acompanhamento do uso de agrotóxicos, mas com metodologias de coleta de dados distintas. "O Ministério da Agricultura pega os agrotóxicos na origem, na produção dos alimentos. A Anvisa faz levantamento com base naquilo que está sendo comercializado", diferencia.
As aplicações de cada uma das informações precisaria ser mais bem divulgadas, na visão da ativista, com cartilhas por exemplo. "O risco é para todo mundo, afeta a quem entende e a quem não entende do assunto", explica. Um bom exemplo é o acordo com associações de verejistas que adotam, por conta própria, programas de verificação da origem dos produtos. Consumidor
Para Adriana, o consumidor precisa buscar informação no rótulo dos produtos e certificação de origem. "Existe uma série de regulamentos e essa informação deve constar. A gente está lutando para que a presença desses agrotóxicos seja nominada, mas hoje não é", explica.
P que resta, então, é questionar o estabelecimento responsável pela venda final, consultar ouvidorias e serviços de atendimento ao consumidor de fabricantes. " O consumidor precisa perguntar, se não exercer esse direito à informação de fato, essa informação vai ser ainda mais complicada para ele", avisa.
João Perez
Fonte: Rede Brasil Atual
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Governo paga até 30% a mais por produto diferenciado
"Como é um sistema diferenciado, um produto de maior valor biológico, que exige, por parte dos produtores, um desafio muito maior, às vezes, acarretando mais custos, consideramos justo pagar mais", disse.
Os alimentos orgânicos ainda representam uma parcela pequena dentro do programa de aquisição de Alimentos (PAA), que atende o Fome Zero e visa a estimular a agricultura familiar. No ano passado, dos R$ 276 milhões aplicados no PAA, apenas R$ 8,8 milhões, pouco mais de 3%, foram destinados a produtores e cooperativas que forneceram alimentos cultivados sem agrotóxicos.
A participação no programa depende da apresentação de uma prodposta de fornecimento dos produtos à Conab por uma entidade representativa dos agricultores. De acordo com Sílvio Porto, apesar de ainda representarem uma pequena parcela no programa, os produtos orgânicos têm boa demanda.
"Se a produção fosse maior, compraríamos mais. O que acontece, às vezes, é que há organizações sociais que ainda não têm um nivel de articulação muito forte e não dá para reconhecer o produto como orgânico", disse ele.
O Censo Agropecuário 2006, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), diz que mais da metade dos produtores de orgânicos não participa de qualquer organização social (54%). Entre os que têm algum vínculo organizacionaç, 36,6% são ligados a associações e sindicatos. Os que são ligados a cooperativas representam 5,9%.
De acordo com Porto, com a instituição do marco regulatório para o setor de orgânicos, ao qual toda a cadeia produtiva - dos agricultores aos supermercados - deve se adequar até 31 de dezembro de 2010, a tendência é que o percentual desse tipo de alimento dentro do PAA aumente mais rapidamente com a simplificação da forma de certificar os produtores.
Portaldo Orgânico
Danilo Macedo Alterada
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Carga de trigo vira caso de Justiça após suposta contaminação no Rio
Agência Estado
O destino de 5.048 toneladas de trigo importadas da Argentina, avaliadas em torno de R$ 2 milhões pela cotação de mercado, está sendo discutido judicialmente no Rio de Janeiro. Para a Coordenação de Vigilância Sanitária (CVS) de Portos, Aeroportos e Fronteiras do Rio de Janeiro, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os grãos estão contaminados por fezes de ratos e devem ser destruídos. Já o Moinho Cruzeiro do Sul, responsável pela importação, abriu discussão na 17° Vara Federal na expectativa de provar que o produto não foi contaminado e pode virar farinha.
Esta quantidade de trigo - parte de uma carga de 9 mil toneladas descarregada em meados de maio - foi estocada no armazém 13. A quantidade de ratos no local atraiui a atenção dos auditores da Receita Federal lotados no porto do Rio, também na zona portuária, que acionaram a Vigilância Agrícola (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que liberou o trigo antes de o produto sair da embarcação.
A avaliação da CVS da Anvisa, porém, não se ateve às condições do produto, mas ao local do armazenamento, onde foram encontrados ratos. Na Justiça, os advogados do escritório Siqueira Castro, que defente o Moinho Cruzeiro do Sul, contestam a interdição e levantam a discussão sobre os métodos adotados pelos fiscais da Anvisa, principalmente por ter sido coletada apenas uma amostra do produto. Alegam que as fezes estavam no armazém, mas não junto aos grãos.
A Anvisa apresentará em juízo filmes e fotos mostrando os dejetos no armazém e sobre o trigo. Buscará o testemunho de agentes de outras instituições, como a própria Vigiagro, a Companhia de Limpeza Urbana do município(Comlurb) e a vigilância sanitária, municipal e estadual, que também constataram o problema no local. Insistirá que, do ponto de vista da saúde pública, é inconstestável a infestação do local e o comprometimento do trigo, que não deve ser utilizado para a produção de farinha.
A juíza da 17° Vara Federa, Mariana Carvalho Belotti, antes mesmo de pedir explicações à Anvisa, entendeu ser "patente o risco de parecimento do direito, na medida em que a Autarquia Ré exigiu a destruição de 5.048 toneladas de trigo in natura, o que poderá causar prejuízos irreparáveis à autora, caso o procedimento de coleta da prova não tenha seguido os ditames legais e a pena aplicada se mostrem, a posteriori, desarrazoada". Em seguida, nomeou um perito judicial para realizar uma perícia técnica agropecuária.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Brasil é destino de agrotóxicos banidos no Exterior
Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros paises. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos 10 produtos proscritos na União Europeia (UE), Estado Unidos e um deles até no Paraguai. A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.
Até agpra, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será vanida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.
Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos, Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil toneladas do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil toneladas.
- Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam - resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner.
O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normatica fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos.
Fonte: Agência Estado
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Custos explicam diferença de preços
Brasília - Custos maiores podem explicar os preços mais altos dos produtos orgânicos nas feiras e nos supermercados. Para alguns produtores, entretando, a comparação pode não ser tão simplista.
O alimento orgânico é mais caro do que o convencioanl, mas esse tipo de comparação não pode ser feita, diz o agrônomo Jorge Artur Chagas de Oliveira, dono do Sítio Alegria, em Brasilia. É mais caro porque não são produtos iguais. "Por isso, os preços são diferentes."
"Não é dizer que o produto orgânico é mais caro. O produto orgânico precisa de mais mão de obra e de mais tempo para a produção", conta Deusmar Alves, dono do Sítio Mangabeira.
O pesquisador Francisco Vilela Resende, da Embrapa Hortaliças, concorda com os produtores e explica que a produção de orgânicos pode ser um pouco mais cara por causa dos custos adicionais, como a certificação e a necessidade de mais mão de obra.
"Mas, com exceção disso, [o gasto com orgânicos] não é tão elevado. No início, o custo pode ser um pouco mais elevado [com a certificação e a mão de obra], mas a partir do momento em que a propriedade começa a funcionar num sistema orgânico de produção, esses custos tendem a se igualar aos da produção convencional", afirma o pesquisador.
"A produtividade do orgânico depende da cultura plantada. Nas 'mais problemáticas', como a do tomate, a da batata e a do morango, a produtividade é menor. Não temos tecnologia para obter a mesma produtividade", diz Resende. Ele ressalta que, nas folhosas, a produtividade, em geral, é a mesma.
No período de transição da terra - quando não se usam mais agrotóxicos, mas a produção ainda não pode ser vendida como orgânica - os gastos são mais elevados."Nesse período de um ano[de conversão] o produtor tem uma diminuição na lucratividade. Esse é um problema, previsaria haver uma forma de subsídio para o produtor resistir e continuar na atividade", afirma Resende. Depois da transição, o lucro do produtor vai aumentar porque os preços são, no minimo, 30% mais altos.
Para Resende, o que explica a diferença no preço é a questão da oferta e da procura, pois a demanda por orgânicos supera a oferta. Ele admite, no entanto, que sempre haverá diferença de preço porque o orgânico é um produto de melhor qualidade.
"Mesmo que a oferta se torne suficiente para atender ao mercado, o produto orgânico tem que custar um pouco mais, porque tem valor agregado. O consumidor deve ter sempre em mente que é um produto de melhor qualidade."
Os consumidores acreditam que o preço, apesar de mais elevado, compensa."É um caro que vale a pena. É uma diferença minima pra quem busca qualidade de paladar e de vida", afirma Clícia Maria da Silva Cardoso. O dentista Fábio José Turco concorda. "Certamente é um comércio mais restrito, mais caro. Porém, existe a certeza de estar consumindo um produto melhor."
Fonte: Agencia Brasil
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Segundo estudo francês, orgânicos são mais nutritivos
Andre Leu, Presidente da Federação Orgânica da Austrália, disse que a avaliação crítica, exaustiva e atualizada sobre a qualidade nutricional dos alimentos orgânicos indica que eles têm taxa mais elevadas de minerais e antioxidantes.
"O estudo da AFSSA foi publicado na revista científica Agronomy for Sustainable Development, uma publicação reconhecida cujos conteúdos são revisados por pares, o que assegura que ele apresenta padrões cientificos rigorosos", disse Leu.
Os principais apontamentos do estudo da AFSSA são os seguintes:
- Produtos de plantas orgânicas contêm mais matéria seca(maior densidade nutricional);
- Têm niveis mais altos de minerais;
- Contêm mais antioxidantes como os fenóis e o ácido salicílico(conhecido por proteger contra cânceres, doenças do coração e muitos outros problemas de saúde);
- Há poucos resultados documentados sobre níveis de carboidratos, proteinas e vitaminas;
- 94-100% dos alimentos orgânicos não contêm nenhum resíduo de agrotóxicos;
- Vegetais orgânicos contêm muito menos nitratos, cerca de 50% menos(altos teores de nitrato estão ligados a uma série de problemas de saude incluindo diabetes e mal de Alzheimer);
- Cereais Orgânicos contêm niveis similares de microtoxinas em relação aos orgânicos.
Em 2001, a AFSSA estabeleceu um grupo de especialistas para desenvolver uma avaliação crítica e exaustiva da qualidade nitricional e sanitária dos alimentos orgânicos.
A AFSSA diz que seu objetivo foi alcançar os mais altos padrões de qualidade científica em sua avaliação. Os artigos científicos selecionados para análise se referem a práticas agrícolas bem definidas e certificadas, e apresentam as informãções necessárias sobre desenho da metodologia, parâmetros de medidas válidos e amostragens e análises estatísticas válidas.
Depois de mais de dois anos de trabalho envolvendo cerca de 50 especialistas de todas as áreas específicas incluindo a agricultura orgânica, o consenso final do relatório foi publicado em língua francesa em 2003.
O relatório publicado na revista científica, em inglês é na verdade um resumo deste estudo, e outras partes relevantes têm sido publicadas desde 2003.
As conclusões deste estudo são diferentes das que foram recentemente apresentadas pela Agência de Qualidade de Alimentos do Reino Unido, que foi amplamente criticado por especialistas internacionais pelo uso de metodologia falha e conclusões que contradizem seus próprios dados.
O relatório completo da AFSSA pode ser encontrado no portal e-Campo, atravéz do link abaixo:
www.e-campo.com.br/Banco_de_Imagens/Organicos/PDF/ASD_Lairon_2009.pdf
Fonte: E-campo